quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pensamento do dia!!!



"Conhecer a verdade não é o mesmo que amá-la e amar a verdade não equivale a deleitar-se com ela."

(Confúcio)

domingo, 18 de setembro de 2011

Boa Semana!!!


Eu a Amanda, aluna do 6º ano!!!Show de Talentos na Escola!!!

Olá galera, que esta semana seja uma semana bem produtiva! Quero poder realizar alguns projetos educacionais e conto com o auxílio de muita gente!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um pouco de poesia!!!

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.


Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Rubem Alves

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A cópia é a primeira parte de um trabalho de autoria

Betina Von Staa

O assunto “copia e cola” costuma deixar professores indignados, como se esse hábito tivesse sido inventado pelos nativos digitais. A indignação vem acompanhada de inúmeros juízos de valor a respeito da preguiça ou da falta de escrúpulos desta geração. Professores desenvolvem truques para evitar que seus alunos copiem, e universidades investem em sistemas antiplágio.

No entanto, não precisamos ver a tecnologia somente como causadora das cópias e de plágio. Se lembrarmos bem da nossa vida escolar, não foi a Internet que inventou o hábito de copiar na escola. Podemos, isso sim, entender qual é o lugar da cópia na escola e usar esse recurso tão prático até para promover mais aprendizagem.

Como isso é possível? É preciso ter em mente que nenhuma ideia surge no vazio. Sendo assim, antes de produzirmos nossos trabalhos cheios de criações brilhantes, temos que conhecer as ideias dos outros. É preciso buscar referências, ler, selecionar pontos interessantes, buscar definições para conceitos importantes. Se reforçarmos demais que os alunos têm de escrever com as próprias palavras, eles realmente podem começar a enganar, exatamente por perceberem que não dispõem “das próprias palavras” sobre o tema a ser pesquisado.

E se fizermos diferente? Podemos autorizar a cópia, com algumas condições. Em vez de pedir aos alunos que tragam o trabalho pronto, podemos pedir-lhes que descubram quem é a melhor pessoa ou instituição para me dizer como são os seres vivos da Antártida, o que é um terremoto, como são os planetas do Sistema Solar ou quais foram as causas da Revolução Francesa. Podemos lembrá-los de que as boas fontes certamente não são as primeiras indicações que aparecem na lista do Google – e Google não é fonte, é meio para chegar a elas! O desafio, então, é copiar o melhor material da Internet ou de livros.

Já pensou no significado de uma tarefa como essa? Não dá para pegar a primeira opção que aparecer, pois a turma inteira chegará com o mesmo material em sala. Não dá para pegar “qualquer coisa”, porque “qualquer coisa” não é “o melhor”. Com isso, os alunos terão a oportunidade de praticar uma importantíssima habilidade do século XXI, que é selecionar fontes de qualidade.

Autorizada a cópia no momento adequado, isto é, o momento de busca por materiais de consulta, é hora de trabalhar com esses recursos. Podemos, então, reunir os alunos em pequenos grupos, para analisar e avaliar as informações: qual é o material mais completo? Qual é o mais fácil de entender? Qual apresenta as melhores definições para os conceitos importantes sobre o assunto? As informações levantadas estão realmente corretas?

Desse modo, eles vão praticar outras habilidades importantes: as de análise e comparação. Para ajudar nesse processo, o que eles podem fazer? Copiar os melhores trechos! Podem fazer isso no caderno, no computador ou onde preferirem, desde que indiquem de onde estão retirando o material. Essa é uma excelente prática, realizada por qualquer pesquisador: conhecer as suas fontes de dar crédito a elas, apresentando as referências. Para facilitar o trabalho dos alunos, você pode até entregar-lhes uma tabela em branco com espaço para registrar o conceito, sua definição e sua fonte.

Já se trabalhou bastante, em casa e na escola e, até agora, só houve cópia, não é? Sim. Até o momento, só foram construídas as bases do trabalho. Agora, é hora de produzir de forma independente. Os alunos não precisam simplesmente responder como são dos seres vivos da Antártida, os planetas do Sistema Solar ou como foi a Revolução Francesa. Podem ser convidados a elaborar questões mais interessantes para seus trabalhos, com base em aspectos que lhes interessem. Podem criar questões como:

• De que forma os seres vivos da Antártida se defendem do frio?
• Eles poderiam viver em lugares quentes?
• Eles sobreviverão ao aquecimento global?
Sobre os planetas, podem fazer a pergunta clássica:
• Por que só existe vida na Terra?

E a respeito da Revolução Francesa, podem refletir sobre se as suas causas ainda estão presentes na sociedade em que vivemos hoje. Tendo um material básico, que lá foi lido, sobre o qual refletir, essas questões mais interessantes costumam aparecer.

A partir desse momento, acho que ninguém mais vai querer copiar, principalmente se for apresentar o trabalho final aos colegas da turma, da escola ou para a sociedade em geral via Internet (por meio do site da escola ou do blog da turma). A nova habilidade a ser praticada é a apresentação de ideias em diversos formatos para diferentes públicos: em forma de texto, filme, sequência de imagens, música ou uma reunião de todas essas linguagens.

Um bom trabalho de autoria demanda pesquisa, seleção de fontes, leitura, resumos, reflexão, produção e edição do texto final. Muitos alunos desconhecem essas etapas do processo e são cobrados para apresentar trabalhos criativos sobre assuntos que não são da sua área de interesse imediato. Vale a pena orientá-los sobre as etapas desse processo, para que realmente percebam que são capazes de produzir e apresentar seus próprios trabalhos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Perfil do Estudante Digital

* Capacidade de comunicação: o jovem comunica muito com diferentes interlocutores em simultâneo, abandonando as formas tradicionais de comunicação, como a carta.


* Interesse pela partilha: o jovem utiliza a internet para partilhar suas emoções e a sua própria intimidade. Esta partilha emocional tornse mais importante que a partilha intelectual.



* Desejo de criar: são adeptos de construir sítios, filmes, avatares, outros mundos... utilizando ferramentas poderosas e inovadoras.


* Prazer em trocar: (música, filmes...) este prazer está relacionado com a necessidade de exprimir a sua própria personalidade.


* Habilidade para coordenar e gerir o trabalho em grupo: o aluno tem capacidade para gerir o trabalho em diferentes projetos em simultâneo e com diferentes parceiros, tal como o faz com os jogos interativos.


* Necessidade de avaliar: para se poder confiar e acreditar em quem não se conhece na internet, há a necessidade de avaliar sites de comportamentos online.


* Motivação para aprofundar a aprendizagem: o aluno, quando interessado numa temática, tem ao seu dispor um mundo de informação e recursos para explorar, o que torna a aprendizagem estimulante.


* Habilidade para pesquisar e filtrar informação essencial: habituado a aceder a muita informação ao mesmo tempo o jovem adquire esta habilidade.


* Prazer em transmitir informação: adoram reencaminhar informação e, mais uma vez, partilhar tudo o que têm.


* Capacidade de evoluir e de se adaptar: o jovem está sempre a modificar a sua forma de lidar com a tecnologia para facilitar sua vida.